Depressão

Depressão

Por Roberta Bottcher

Saúde

SaúdeSaúde: causas, sintomas e tratamentos das principais doenças, prevenção e muito mais.

10/04/2019 18h30Atualizado há 11 meses
Por: Alvaro Maq
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Todos nós passamos por faces de crises que chegam com novas experiências a serem vivenciadas internamente e, uma hora ou outra, teremos que enfrentá-las. 

Situações de luto, crises existenciais, sensibilização com a dor dos outros e do mundo e sentimento de culpa, nos deprimem, entristecendo-nos, manifestando a necessidade de um tempo para nos reorganizar internamente, tendo cada um seu relógio, possibilidade, estratégias de superação e reajustes a serem feitos. 

Aqui, a tristeza tem um poder transformador, pois com o devido enfrentamento a depressão vai perdendo intensidade e a vida vai ressurgindo nos mostrando que nossa estrutura do ego suportou a fase de crise e saiu vitoriosa.

Porém, podemos esbarrar na depressão patológica, na doença, onde a determinação biológica não pode ser descartada. Nesses casos, a pessoa paralisa sua vida e, geralmente:

• Não houve uma grave perda afetiva que justifique; • Existe uma tristeza que se arrasta por um bom e significativo tempo (duas semanas seguidas no mínimo); • Idéias suicidas podem estar presentes; • Sente-se um peso na vida dos outros; • Animo em realizar atividades desparece; • Somatizações graves estão presentes (perda de apetite, emagrecimento, insônia, humor irritável, estômago embrulhado, sente o corpo pesado e a cabeça vazia); • Suas funções cotidianas como estudar, trabalhar, alimentar-se, higiene pessoal, tomar a medicação, dentre outras, ficam bastante comprometidas; • Será necessária medicação quando a duração, gravidade e consequência dos sintomas depressivos forem acentuadas.

Dessa forma, é de suma importância familiares e amigos estarem atentos aos sinais de seus entes queridos para poderem incentivá-los a buscar um tratamento específico e para ajudá-los a encontrar saúde.  

Precisamos estar dispostos a sermos facilitadores pacienciosos, pois quem está deprimido tem que fazer um esforço inimaginável para comparecer as consultas, cumprir horários, participar de conversas, 

Por Roberta Bottcher

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